fevereiro 11, 2014

ARTIGOS DE DEZEMBRO

LÁ VEM CONTO!

NATAL DE VERDADE
por Deusiane de Andrade
(Publicada originalmente em dezembro de 2013 em www.leiturinhas.com.br)


Essa história aconteceu no natal do ano seguinte, quando eu estava terminando a 3ª série, e minha família mudou muitos hábitos: papai mudou de emprego, começou a trabalhar com projetos sociais, num abrigo para andarilhos; mamãe ainda trabalhava na escolinha onde a gente estudava, mas agora ensinava bons comportamentos desde as crianças do pré até as da 4ª série; Aninha juntava as moedinhas para comprar o lanche para as crianças de sua sala que não tinham condições, e sempre que podia, no natal, dava um brinquedinho a elas; e eu agora estava participando firme do grupo de escoteiros, e sempre fazia mais do que as tarefas que eram pedidas, porque eu sabia que era mais prazeroso ajudar sem se sentir obrigado a fazer, por vontade própria. No dia de natal, como sempre, estávamos preparando tudo como tradicionalmente a gente fazia, desde muito pequenos. Acordávamos cedo, ajudávamos minha mãe a preparar a ceia e a casa para confraternizar. Papai lavava todo o quintal e o telhado da casa para ficar bem limpinha, e nós arrumávamos a parte de dentro de casa: colocávamos meias natalinas nas janelas, os presentes no pé da árvore de natal, os colchões na sala, porque sempre eu e Aninha dormíamos ali para esperar Papai Noel, que até então nós não sabíamos que era o papai mesmo que se vestia. Ficávamos o dia todo arrumando tudo e depois nos arrumávamos, colocando a roupa mais nova e mais bonita e íamos à missa do Galo. Só depois que ela terminava que era feita a ceia em casa. Mas aquele dia seria diferente. Papai já sabia de um senhor que há alguns dias atrás aparecera no nosso bairro e estava sem lugar para ficar, pois o abrigo estava lotado. Então, papai esperou do lado de fora de casa, e quando o senhor passou na rua ele o chamou e ofereceu lugar para ficar. O homem agradeceu muito, e disse que fazia muito tempo que não passava um natal em família. Entrou em casa, tomou um banho e colocou roupas limpas que papai tinha preparado para ele. Após isso, chegada a hora da ceia, comemos todos juntos à mesa, e ele contou sua história, a família que ele tinha, que sempre foram pobres, mas que conseguiam se manter, até que sua esposa o abandonou e levou seus filhos junto com ela. Ele sabia que hoje eles estavam bem, que ela estava casada com um homem que oferecia melhores condições de vida a ela, mas mesmo assim, ele sentia muita falta dos filhos, e que por isso, nunca mais conseguiu se reestruturar, perdeu as forças para trabalhar porque estava muito deprimido, e assim foi morar nas ruas. Papai prometeu ajudá-lo a encontrar seus filhos para ao menos poder revê-los. O homem ficou muito feliz, e disse que um dia ia poder recompensá-lo. Após a ceia, conversamos muito com ele a respeito de tudo que a gente aprendeu, e ele também falou dos seus filhos, que se separaram dele mais ou menos com a nossa idade, e sobre como era o convívio com eles, que se pareciam com a gente, curiosos, carinhosos, sempre alegres. A noite foi avançando e chegou a hora de desembrulhar os presentes. Cada um abriu o seu, e mamãe, que também sabia que papai o chamaria para passar o natal com a gente, comprou uma roupa de frio para o senhor, pois nessa época, fazia muito frio onde a gente morava. Chegou a hora de dormir, e papai preparou o quarto de hóspedes para ele. Nós estávamos ansiosos, pois estava na hora do Papai Noel chegar, então fomos rapidinho deitar no colchão. Depois de uns minutos, começamos a ouvir barulhos, e através da luz da lareira vimos o bom velhinho se aproximando, mas eu percebi que aquele Papai Noel era diferente. Ele se aproximou, nos abraçou, e disse: Feliz natal crianças! E então Aninha falou:
- Ué, Pedrinho, mas esse Papai Noel é diferente dos outros que eu conheço, ele é moreno!
- Sim, Aninha, ele é brasileiro, esse sim é humano, é o Papai Noel de verdade! – E ela ficou com os olhos brilhosos, cheios de alegria.


LITERATURA INFANTO BRASILEIRA: NAS TRILHAS DA RENOVAÇÃO VI
"Em busca de novas linguagens III"
Por Leny Fernandes Zulim
(Artigo publicado originalmente em dezembro em www.leiturinhas.com.br)

Estamos próximos do final de nossa panorâmica história da literatura infanto brasileira. Alguns encontros mais para concluir o assunto e então passaremos a analisar determinadas obras dessa intensa e extensa produção, procurando oferecer ao professor sugestões práticas para que ele desenvolva seu trabalho com leitura literária em sala-de-aula. Hoje, nosso assunto se concentra em mais duas características encontradas na última fase dessa literatura: o livro sem texto e a ilustração e projeto gráfico, aspectos que chegaram a um alto nível de excelência, contribuindo para que o estético se apresente não apenas através de um arranjo especial da palavra, mas permitindo que ela se alie a imagens e às mil possibilidades de projetos gráficos que acabam por multiplicar os recursos de apelo à visualidade, tais como desenhos, diagramação, composição, cores, etc.. (Coelho: 2000), tudo contribuindo para a melhor profundidade de leitura.

3.1- O livro sem texto: 

É de Cortez (2004), a afirmativa candente: “Cada vez mais crescem as relações possíveis entre o texto verbal e o não verbal (p. 366).” E continua: “O paralelo entre a literatura e a arte pictórica, historicamente, encontrou em Horácio [e sua Arte Poética] uma tradução mais atualizada (id. IB.).” Essa aproximação entre texto literário e arte pictórica fundamenta-se na metáfora, na polissemia estética. Parágrafos antes das afirmações anteriores, comentando o interesse que os homens de todos os tempos demonstraram pela escrita e pela imagem, a autora afirma que já não somos mais homens só de pensamento ou só de regras imbatíveis, além do que o nosso alimento interior não se resume mais nos textos. O momento histórico atual, diz ela ainda, é conduzido pelos choques sensoriais, em especial pelos olhos e ouvidos, uma vez que esta é a época que nos põem em contato com uma imensidade de mensagens verbo-imagéticas.  Normal, portanto, que a literatura infanto contemporânea tenha se valido desse interesse pela imagem para agregá-la fortemente nessa fase tão criativa. Assim, chegou-se à característica, digamos, mais radical da utilização da imagem: o livro sem texto. São livros que, valendo-se apenas da linguagem visual (sejam desenhos, pinturas, fotos, modelagens etc.), sem o apoio do texto narrativo, no máximo ínfimas frases, contam histórias que “falam.” Essa ótima estratégia permite que o pequeno leitor reconheça seres e coisas que se misturam em seu mundo. Como conclui Coelho (2000), é um processo lúdico de leitura que une, na mente infantil, os dois mundos que o envolve: o mundo real-concreto à sua volta e o mundo da(s)  linguagem(ns) no qual o real-concreto precisa ser nomeado para existir.

Temos belíssimos exemplos, mas vamos comentar três: Que Planeta é esse?, A menina e o cobertor e A bruxinha atrapalhada, de Regina Coeli Rennó, Luís Lorenzón e Eva Furnari, respectivamente. No caso do primeiro livro citado, Rennó utiliza-se unicamente de expressivas imagens (nem uma pequena frase que seja) para contar a história do passarinho que, tranqüilo num espaço limpo, colorido e bucólico, de longe espia a confusão de detritos, ruídos e imagens poluidoras num ambiente registrado em preto e branco. O problema é que, páginas adiante, seu espaço começa também a ficar poluído e feio, com  sobras da sujeira e da poluição que aumente. A primeira reação do pássaro é enfiar a cabeça em um regador que ali chegara inteiro junto a outros detritos e deixar ver o que acontece.  Mas seu lugar começa a perder a beleza e ele resolve agir. Tomando por base a ideia de que “devo fazer a minha parte” ele empresta água das nuvens e começa a molhar e limpar não só sua casa, mas também ao redor. Ao final, paisagem recuperada ele amplia seu espaço, que lhe presenteia com uma bela árvore para construir seu ninho e ali procriar. Conquanto a ideia que perpassa o texto possa apresentar, em princípio, uma ideologia de conformação e acomodação muito fora do real (uma vez que parece impossível reverter esse sério problema ambiental individualmente) a beleza das imagens e o texto narrativo que elas contam fazem os leitores pensar em seu mundo e na necessidade de se comprometerem com essa questão que precisa do compromisso de todos para ser vencida. E o texto metafórico contado por imagens é facilmente compreendido. No caso do livro de Lorenzón, que fez enorme sucesso nas décadas de 80 e 90 do século passado, e ainda é sucesso comentado em eventos literários, do início a quase o final do livro com imagens em preto e branco, temos dois olhos enormes abertos, que se fecham aos poucos para dormir e sonhar. Sonho que aos poucos tornam-se coloridos, com um cromatismo vibrante unido a algumas poucas letras e palavras (estas em preto e branco) misturando significados: um A em PB, traz em seguida uma página inteira de bolinhas coloridas, sucedida por outra página com a sílabas Da, também em preto e branco, mais duas páginas com uma corda torcida em laranja, verde, azul e marrom a expressão a CORDA em preto e branco. Finalmente a menina sai de seu sonho, os olhos bem abertos, e a palavra acorda para então vermos a garotinha de pé, olhando o mundo colorido de seu quarto tal qual no sonho juntamente com a palavra BOM DIA. Os múltiplos significados que palavras e cores vão tomando no decorrer da história, mesclando sonho e realidade, contribuem para organizar um discurso artístico de qualidade que encanta quem lê. Quanto à Bruxinha Atrapalhada de Furnari, é mais um dos muitos livros da autora que esbanja criatividade e qualidade estética. A verdade, para concluir o tópico, é que mais do que nunca a literatura infanto contemporânea atingiu um nível de excelência em que texto verbal e texto imagético mantém estreito diálogo. E os livros sem texto radicalizam esse diálogo, narrando por imagens, num processo lúdico que prende o pequeno leitor.

3.2- Diagramação, projeto gráfico, ilustração.

É bom que comecemos esse tópico afirmando que na literatura infanto contemporânea o projeto gráfico e a ilustração ultrapassam o mero desenho que deixa a página colorida, para tornar-se um recurso de produção de imagem que complementa o sentido do texto verbal, auxiliando o leitor a atingir uma leitura mais profunda da obra. Tanto é verdade que o ilustrador, normalmente é citado como co-autor, uma vez que suas imagens integram a totalidade do texto. Turchi (2004) afirma que “essas várias linguagens, esses vários códigos (linguísticos, visuais, sociais, culturais) estão orquestrados de modo a atribuir sentidos ao universo ficcional.” Assim, uma imagem (seja pequena ou de maior tamanho), a capitular (letra que inicia um capítulo em tamanho maior), cores, tudo contribui para a construção total da obra.

 O que chamamos projeto gráfico de uma obra literária consiste no planejamento do impresso, seja um cartaz, folheto, revista, livro. No caso específico do livro, o projeto gráfico envolve o formato, número de páginas, tipo de papel, tamanho das letras, mancha, diagramação, encadernação, tipo de impressão, cores. Todos esses aspectos devem ser considerados ao selecionar uma obra para infância (Ramos: 2013). Valemo-nos mais uma vez de Turchi (2004:39) que discute o assunto e assim se pronuncia:

Na literatura infantil, o estreitamento do diálogo entre texto verbal, ilustração e projeto gráfico atingiu um padrão estético muito elevado. A qualidade artística da literatura para crianças é hoje buscada nesse conjunto que engloba elementos textuais e pictóricos – formato, ilustração, texto, diagramação-facetas que mantêm cada qual a sua função, mas juntas formam a unidade da obra. (...)


Exemplifiquemos. Tudo isso que falamos a respeito dessa característica da literatura infanto brasileira contemporânea, está presente na obra de Ziraldo O menino mais bonito do mundo. Aliás, qualidade sempre presente na extensa obra do autor, que se firmou no cenário artístico nacional como cartunista.  Vejamos, então: o livro se inicia com uma página do mais puro negro onde se lê: Era uma vez uma noite que não acabava mais. E era uma vez um menino que ainda dormia quando a manhã finalmente nasceu... Seguindo nos deparamos com duas páginas de um amarelo que enche de luz os olhos do leitor onde lemos; ...e a luz tomou todo o lugar da escuridão. ... O livro passa então a narrar as coisas que esse “menino bonito” vai conhecendo: o sol,  as árvores, as montanhas, as flores, a água do mar... A voz que narra lembra que tudo o que ele via e que diziam ser ele um menino bonito, na verdade era a própria voz do menino que achava tudo bonito. Vale lembrar que os desenhos que ilustram essas páginas, são facilmente reconhecíveis como feitos por uma criança. Cuidado do autor que deixou à menina Apoena a responsabilidade pela ilustração. Chega-se então em duas páginas de um azul escuro, com lua e estrelas. E o texto esclarece: E o primeiro dia de tantas descobertas terminou numa noite com lua e estrelas. E o menino que acabava de ver as coisas pela primeira vez achou que era bom. Pronto penso que já é possível antecipar o assunto de que trata o livro; a criação do mundo.  Ziraldo conta às crianças o Livro do Gênesis. Interessante notar duas coisas: primeiro, a página negra que inicia o livro é diferente desta página de azul escuro. A primeira era a escuridão do caos;  a segunda, é a beleza do cosmos, diferente portanto; segundo, o primeiro dia de descobertas termina exatamente na página escura da noite. 

KAZUO EM QUADRINHOS
APOCALIPSE: O PRÓXIMO INIMIGO DOS X-MEN NO CINEMA!
Por Alexandre Kazuo
(legenda da imagem: o vilão Apocalipse da Marvel Comics)
(Publicado originalmente em dezembro de 2014 em www.leiturinhas.com.br)

No início deste mês de dezembro, a produtora Fox e o diretor Bryan Singer anunciaram que mais um filme dos X-Men está previsto para 2016. Isso sem que “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, tenha estreiado. “Dias de um Futuro Esquecido” surgirá em maio de 2014 e a campanha de divulgação do mesmo tem sido feita de forma intensa. O roteiro do filme, que estreia ano que vem, resgata a saga homônima, apresentada nos quadrinhos pelo roteirista Chris Claremont. Originalmente, tem-se uma visão futurista da trama de X-Men, onde os robôs Sentinelas criados para capturar mutantes, tomaram o controle do planeta. Alguns juram que o diretor James Cameron baseou-se nesta trama para criar o conceito do primeiro filme “O Exterminador do Futuro” (1984).

Porém, nem bem sabemos direito o que “Dias de um Futuro Esquecido” nos reserva, já há outro filme dos X-Men garantido para depois. Singer que está retornando a franquia com “Dias de um Futuro Esquecido”, dirigiu o primeiro filme dos “X-Men” (2000). O diretor afirmou via Twitter que no novo filme dos X-Men em 2016, o vilão será o enigmático Apocalipse. A primeira aparição de Apocalipse se deu na edição norte-americana da revista X-Factor número 6. O título retratava a equipe X-Factor, que inicialmente era formada pelos X-Men originais: Ciclope, Fera, Anjo, Homem de Gelo e Jean Grey. O X-Factor trabalhava para o governo yankee, num departamento pertencente a pasta que cuidava do controle de mutantes. Um tipo de FBI que lidava com a questão mutante, supervisionado pela burocrata Valerie Cooper.

Apocalipse é um vilão controverso tanto por seu poder quanto pela forma como os roteiristas o abordaram. Houve um período em que se explorou o conceito dos “x-ternals” ou “x-eternos”, em outras palavras, mutantes que tinham o dom da imortalidade. Apocalipse seria um deles, tendo surgido no Egito antigo, batizado como En Sabah Nur. Na série “A Ascenção do Apocalipse”, publicada no Brasil pela primeira vez nos anos 90, (ed. Abril) tem-se a origem do vilão. En Sabah Nur foi abandonado ainda bebê por uma tribo, devido a sua estranha fisionomia e pele acinzentada. A tribo acaba destruÍda por um grupo de saqueadores chamados ratos do deserto, cujo líder Baal, curiosamente poupa a vida do bebê que havia sido abandonado.

O Egito ainda era dominado pelo faraó Rama-Tut, que na realidade foi sido resgatado pelo mesmo Baal que acolheu En Sabah Nur. O roteiro de Terry Kavanagh, dá a entender que Rama-Tut era um viajante do tempo vindo do futuro, a procura de um jovem dotado de estranha fisionomia e, que carregava consigo enorme poder. No universo Marvel, Rama-Tut é um faraó ficticio, alter ego do personagem Kang o conquistador, antagonista do Quarteto Fantástico que inclusive, faz uma pequena aparição em “A Ascenção de Apocalipse”.

Posteriormente

As origens de Apocalipse foram escritas depois de suas primeiras aparições nas hq’s. Inicialmente tinha-se um gigante misterioso que utilizava uma armadura e dominava conhecimentos científicos avançados. Além da estatura incomum, Apocalipse parecia ter o poder de expandir ainda mais seu tamanho corporal. Apocalipse, transformou o x-man Anjo em Arcanjo, após este ter sido gravemente ferido nos tuneis dos Morlocks, na saga “O Massacre dos Mutantes”. Depois, na série “As Aventuras de Ciclope e Fênix”, foi sugerido que Apocalipse criou o Sr. Sinistro, anteriormente um cientista chamado Nathan Essex, que vivia na Inglaterra do século XIX e conhecia Charles Darwin.

Darwin trazia luz a sua teoria evolucionista e Essex queria viver o suficiente para ver até onde a evolução humana iria. Implícito nas tramas de X-Men, tem-se a possibilidade de que o próximo passo da evolução do “homo sapiens” seria a transformação em “homo superior”. “A sobrevivência do mais forte” é o lema de Apocalipse, que reproduz os ensinamentos dos ratos do deserto com quem cresceu.

No fim dos anos 90, a Marvel trouxe “A Era de Apocalipse” que se estendeu por todos os títulos de X-Men. Resgatando a tradição de ter vislumbres de futuros apocalipticos na trama destes personagens, a exemplo da própria saga “Dias de um Futuro Esquecido”, vislumbrou-se um mundo governado por Apocalipse. Na prática o caos era apresentado e um confronto genocida entre as espécies homo sapiens e homo superiores, apontaria o mais forte.

Neste futuro alternativo, a configuração dos personagens também se alterava de forma interessante. Os X-Men eram líderados por Magneto, sensibilizado pelo sonho do amigo Charles Xavier, falecido. Wolverine faz par com Jean Grey, sendo que Ciclope faz parte do exército de Apocalipse. Ali, Ciclope realmente rememora a figura mitológica que lhe da nome, pois tem apenas um olho. Perdeu o outro numa luta com o próprio Wolverine, que por sua vez tem uma mão a menos, decepada por uma rajada ótica de Ciclope. “A Era do Apocalipse” foi a última grande saga dos X-Men nas hq’s, cuja qualidade dos roteiros caiu vertiginosamente posteriormente a estes eventos.

A ficha criminal de Apocalipse ainda inclui ter infectado com um virus tecnorganico o bebê Nathan Cristopher Summers, filho do primeiro casamento de Cíclope. A mãe de Nathan era Madeleyne Pryor, primeira esposa de Scott Summers, que foi obrigado a mandar o filho para o futuro, na possibilidade deste poder ser curado. No futuro, Nathan se tornou o durão Cable. Posteriormente, soube-se que Pryor era um clone de Jean Grey criado pelo Sr. Sinstro, quando Grey foi dada como morta após ser consumida pela entidade Fenix, no espaço.

Pelo visto, a Fox seguirá detendo os direitos de X-Men no cinema ao contrário dos personagens de Os Vingadores manipulados em Hollywood pela própria Marvel, através da Marvel Studios. Aguardemos o roteiro do filme dos X-Men para 2016.

Em tempo:

- O roteiro tanto de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” e do vindouro filme de 2016 ficam a cargo de Simon Kinberg. Kinberg também será o responsável pelo roteiro do novo filme do Quarteto Fantástico.
- Aos que acompanham esta coluna, feliz natal e feliz 2014!